quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Concurso para oficial da PM só com curso de Direito

Para ser oficial da Polícia Militar do Rio, a partir de agora, os novos candidatos deverão ter curso superior em Direito. A nova exigência foi anunciada em edital divulgado dia 20,na abertura das inscrições para o concurso, que irão até o dia 15 de janeiro. A mudança foi anunciada após dois anos sem novos concursos para oficiais da corporação e ocorreu justamente por causa de uma reformulação na seleção dos oficiais. Especialistas comentaram a mudança em um vídeo divulgado na página da corporação. “Acho que a Polícia Militar só terá ganhos com isso. Não só pela melhoria na formação do seu quadro de oficiais, mas também porque facilitará a comunicação com os envolvidos na Segurança Pública, como delegados, promotores, defensores, juízes. Os oficiais são os responsáveis por orientar a tropa nas questões jurídicas”, afirmou a juíza Ana Paula Barros, da Auditoria de Justiça Militar. 
O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar é a favor da exigência do curso de Direito.Mas analisa que isso acarretará estranheza entre os outros oficiais, já que antes era necessário 
ter somente o Ensino Médio completo para ingressar na academia. “Essa mudança de paradigma é dura. Há o medo que o padrão de cultura jurídico possa superar o padrão de cultura deles.Mas 
é necessário que haja certas mudanças”, opinou. 
O edital possui questões polêmicas como a proibição de tatuagens consideradas “ofensivas à moral e bons costumes”, além da proibição de candidatos com histórico de transplante de órgãos, tumores malignos (mesmo que curados) e cicatrizes deformantes. 
A banca do concurso será de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade). O último concurso, em 2015, foi realizado pela Exatus, quando houve pela primeira vez a retirada da seleção pelo vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).



sábado, 26 de novembro de 2016

CONVOCAÇÃO GERAL PARA DIA 29 DE NOVEMBRO


Mais de 100 policiais militares foram assassinados no Rio de Janeiro em 2016

video

Manifestação em FAVOR da polícia deve reunir muita gente nesse DOMINGO em São Paulo

Direitos HUMANOS para HUMANOS DIREITOS Grupos em SÃO PAULO informaram a editoria de Sociedade Militar que se organizam para manifestação nesse domingo (27/11) em favor da POLÍCIA MILITAR, que vem sendo atacada seguidamente por militantes de “direitos humanos” e imprensa. A chamada “Direitos HUMANOS para HUMANOS DIREITOS” é muito boa e a pauta passa por questões relacionadas à segurança e direitos de defesa. 



PAUTA
– Direitos Humanos para Humanos Direitos
– Redução da Maioridade Penal
– Fim da Cultura da Impunidade
– Eu Escolho Salvar o Policial
– Retaguarda Jurídica Para Agir
– Revogação do Estatuto do Desarmamento
– Fim da audiência de custódia
– Melhor armamento militar aos nossos heróis de farda
– Homenagem a todos os policiais militares brasileiros
– Defesa da atuação da PM nos atos de vandalismo esquerdistas
– Homenagem aos quatro policiais mortos no Rio de Janeiro.

Revista Sociedade Militar



domingo, 20 de novembro de 2016

Ação da PM na Cidade de Deus tem detidos

Pelo menos três pessoas foram detidas e uma, presa, na manhã deste domingo durante a operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Os policiais ocupam a comunidade à procura de bandidos que entraram em confronto com agentes neste sábado. 
O helicóptero da corporação caiu, matando quatro PMs - o major Rogério Melo Costa, o terceiro-sargento Rogério Félix Rainha, o capitão William de Freitas Schorcht e o subtenente Camilo Barbosa de Carvalho.


Todos os suspeitos foram levados para a 32ª DP (Taquara). Um dels recebeu voz de prisão em flagrante por estar com trouxinhas de maconha, na localidade conhecida como Conjunto Itamar Franco. Houve também apreensão de três fuzis, duas pistolas, três radiotransmissores, carregadores, munição e drogas (653 trouxinhas de maconha, 830 sacolés de cocaína e 53 pedras de crack) em uma área de mata na comunidade. O material também foi levado para a delegacia da Taquara.

A movimentação policial na comunidade A movimentação policial na comunidade Foto: Fabiano Rocha / Extra
A operação policial interdita ruas no entorno da comunidade. Segundo o Centro de operações da prefeitura, a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes está fechada em ambos os sentidos, entre as ruas Antonieta Campos da Paz e a Edgard Werneck.

Os detidos são colocados numa viatura Os detidos são colocados numa viatura Foto: Fabiano Rocha / Extra
Já a Rua Edgard Werneck também está interditada em ambos os sentidos, entre a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes e a Rua Suzano. As estradas dos Bandeirantes, do Gabinal e a Linha Amarela são opções para os motoristas.

Na madrugada, dois foram presos

Durante a madrugada de domingo, outros dois suspeitos já haviam sido presos na Cidade de Deus. Segundo a assessoria de imprensa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), um homem foi preso com três fuzis e duas pistolas e outro, com radiotransmissor.

Operação sem data para terminar

A operação da PM na Cidade de Deus continuará por tempo indeterminado. A medida foi anunciada pelo secretário Estadual de Segurança, Roberto Sá, na madrugada deste domingo, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova. Por mais de cinco horas, ele esteve reunido com a cúpula de segurança do Rio, que contou com a participação do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira; o chefe da Polícia Civil, Carlos Augusto Leba; além de outros integrantes da pasta.

Ação mobiliza unidades do Comando de Operações Especiais — o Bope e o Batalhão de Choque — além de PMs do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), do 18ª BPM (Jacarepaguá), e policiais lotados na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus.

PM faz homenagem

A Polícia Militar do Rio usou seu perfil no Facebook para fazer uma homenagem aos quatro agentes mortos na queda de um helicóptero, na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, e também um sargento que morreu no Jacarezinho, neste sábado. A corporação chamou os policiais de "heróis" e destacou que presta apoio às famílias deles. A foto do perfil foi atualizada por uma onde está escrita a palavra "luto" sobre um fundo preto.


"A #PMERJ e a sociedade hoje estão tristes, perdemos cinco heróis que lutavam para defender nossas vidas. Quatro deles do Grupamento Aeromóvel (GAM) se foram na queda do helicóptero em Jacarepaguá, o Major Rogério Melo Costa, 36 anos, Capitão Willian de Freitas Schorcht, 37 anos, Subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39 anos e o 3ºSargento Rogério Félix Rainha, 39 anos. Além deles nos despedimos de mais um herói do 3ºBPM (Méier) que foi assassinado enquanto cumpria seu dever, o 3ºSargento Cristiano Bittencourt Coutinho, 40 anos. Continuem olhando por nós! 

O Comando da Corporação está dedicado a prestar todo apoio às famílias desses policiais, além das últimas homenagens. Informação sobre os enterros serão divulgados oportunamente".

Vídeos mostram helicóptero da PM caindo na Zona Oeste do Rio

video

Imagens divulgadas pelo Jornal Nacional mostram a queda de um helicóptero do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar às 19h deste sábado (19), na Zona Oeste do Rio. As imagens foram flagradas por uma pessoa que passava pela região. Os quatro ocupantes da aeronave, todos policiais militares, morreram. A informação foi confirmada pelo coordenador de comunicação social da Polícia Militar (PM), Major Ivan Blaz.
Segundo a GloboNews, os quatro ocupantes do helicóptero eram o major Rogério Melo Costa, de 36 anos, o capitão William de Freitas Schorcht, 37, o subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39, e o sargento Rogério Felix Rainha, 39.
A área foi palco de intensos tiroteios neste sábado. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Cidade de Deus trocaram tiros com criminosos.
De acordo com o oficial, tudo indica que o helicóptero fez um pouso forçado. A reportagem da GloboNews diz que, segundo informações preliminares da PM, uma pane no helicóptero pode ter levado à queda.
Desde cedo, o Comando de Operações Especiais da PM estava no local dando apoio à UPP da região.
A queda aconteceu no começo da Avenida Ayrton Senna, perto do acesso à Linha Amarela.
A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, pede que os motoristas evitem a região. Os dois sentidos da Linha Amarela, na altura da Cidade de Deus, e trechos da Av. Ayrton Senna, da altura do Via Parque ao acesso à Cidade de Deus, ficaram fechados das 19h, quando o helicóptero caiu, às 21h40.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) foi ao local para apurar as circunstâncias da queda da aeronave. Além disso, informou que a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) foi acionada e está prestando apoio. De acordo com a Polícia Civil, diligências estão sendo feitas.



Tiroteio mais cedo
Motoristas que passavam pela Linha Amarela, na manhã deste sábado ficaram no meio de um intenso tiroteio. A via expressa chegou a ficar fechada por quase meia hora, perto das 10h, no sentido Barra.
A concessionária Lamsa disse que o tiroteio foi perto do viaduto da Estrada do Gabinal, na Zona Oeste, que dá acesso a via expressa. A PM informou que policiais da UPP da Cidade de Deus foram atacados quando passavam pelo viaduto. Outros PMs foram chamados e houve o tiroteio.
Por causa dessa troca de tiros, muitos motoristas tentaram voltar na contramão. O tráfego ficou complicado na região, inclusive com reflexos na Avenida Geremário Dantas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, que dá acesso à Linha Amarela.

PM do Rio defende manifestações: 'mais do que um direito, uma necessidade'

Polícia Militar do Estado do Rio divulgou um vídeo em que defende os atuais protestos dos servidores públicos, mas denuncia a violência contra a tropa que faz o reforço da segurança nos atos. O vídeo com a mensagem da corporação para os manifestantes foi publicado na conta oficial da PMERJ no Twitter, na manhã deste sábado. Nas imagens, o coordenador de comunicação social, major Ivan Blaz, afirma que hoje “as manifestações são mais do que um direito, são uma necessidade”.
“Nós sabemos como as manifestações populares podem influenciar a tomada de decisão na nossa estrutura social. Cada um de nós é responsável pelo bom andamento da manifestação em prol dos nossos direitos e garantias. Não deixamos que pessoas mal-intencionadas façam uso de uma manifestação positiva para promover cenas de baderna e violência”, pede.
O major continua e pede a consciência dos manifestantes para evitar confrontos:
“Não podemos, de forma alguma, desrespeitar nossos companheiros policiais militares, que estão trabalhando para que tudo corra bem. De modo algum, avancem contra a tropa formada. Eles estão ali para garantir o meu, o seu, o nosso direito de reivindicação. Pense nisso

Advogados de Sérgio Cabral devem entrar com pedido de habeas corpus na próxima semana


Cabral divide cela com assessores acusados de integrar mesmo esquema de desvio de verba
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral passou a primeira noite no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, de quinta para sexta-feira (18), numa cela de 16 metros quadrados que divide com cinco outros presos que, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), integram o mesmo esquema de desvio de verba pública. Junto com Cabral estão o ex-assessor Paulo Fernando Magalhães; os operadores Carlos Emanuel Miranda e José Orlando Rabelo; o ex-secretário de Obras Hudson Braga; e Luiz Paulo Reis. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que não há determinação judicial para que os acusados fiquem em celas separadas.
Cabral teria aceitado o cardápio do café da manhã, que foi pão com manteiga e café com leite. A cela tem ainda um chuveiro, uma pia e um dispositivo sanitário no chão. O ex-governador levou para a prisão o livro “Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e nos islamismo”, de Karen Armstrong.
Cabral pode ser condenado a penas que somam 50 anos de prisão, por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e associação criminosa, apontados nos dois inquéritos. Ao se tornarem processos judiciais, cada uma das investigações podem gerar condenações de 25 anos de prisão.
O ex-governador do Rio deixou no fim da tarde desta quinta-feira (17) a sede da Polícia Federal para fazer exames no IML. Em seguida, foi encaminhado para o presídio de Bangu. Ao deixar a sede da PF numa viatura oficial, Cabral foi fortemente hostilizado pelos populares que estavam desde cedo aguardando sua saída com faixas e cartazes. 
Cabral foi preso na manhã desta quinta-feira, em mais uma fase da Operação Lava Jato, sob acusação de desvio de dinheiro público. 
De acordo com as investigações, o ex-governador  recebia "mesadas" de empreiteiras envolvidas em obras públicas no estado. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato do Rio e do Paraná informaram na manhã desta quinta-feira, em coletiva de imprensa, que as investigações apontam que as licitações eram fraudadas e as empresas eram selecionadas em troca do pagamento de propinas para Cabral. O ex-governador e mais nove foram presos nesta quinta-feira na Operação Calicute, por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais.
Os valores da mesada variavam entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, pagos pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia em contrapartida à cartelização das construtoras. Os pagamentos ocorreram entre 2007 e 2014. 
O desvio de recursos aconteceu principalmente em três grandes obras, a reforma do Maracanã, do Arco Metropolitano, e o PAC Favelas, nas quais o prejuízo foi estimado em mais de R$ 220 milhões. Os procuradores lembraram que a obra do Maracanã foi custeada pelo governo federal, e a do PAC Favelas teve parte de recursos federais.
O Ministério Público Federal (MPF) aponta que Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
"Há fortes indícios de cartelização de obras executadas com recursos federais, mediante o pagamento de propina a funcionários e a Sérgio Cabral", afirmou o procurador do MPF no Rio de Janeiro, Lauro Coelho Junior, acrescentando: "Em relação à Andrade Gutierrez, foi firmado que havia o pagamento de mesada de R$ 350 mil, isso pago por pelo menos um ano.
Em relação à Carioca Engenharia, o pagamento de mesada foi de R$ 200 mil no primeiro mandato, e no segundo mandato de Sérgio Cabral, essa mesada subiu para R$ 500 mil por mês." Coelho Junior afirmou ainda que a Andrade Gutierrez pagou pelo menos R$ 7,7 milhões em propina. E a Carioca Engenharia pagou pelo menos R$ 32,5 milhões.

Deputado Federal Hugo Leal propõe intervenção federal no Rio com base no art. 34 da Constituição


A proposta de intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro que será apresentada à bancada fluminense pelo deputado Hugo Leal (PSB-RJ) aponta o "grave comprometimento da ordem pública, a violação ao livre exercício dos poderes e a inobservância dos princípios constitucionais sensíveis". O pedido de intervenção tem como base o artigo 34 da Constituição Federal.


Segundo Leal, a iniciativa não agradou ao governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que teria ficado chateado e acusado o deputado de tentar afastá-lo do cargo. "Não é afastamento. Eu quero achar uma alternativa", disse Leal à reportagem.



"É uma medida muito drástica, mas temos que trabalhar com todas as alternativas", acrescentou. O deputado disse ainda que conversou com representantes do governo federal e disse que esses interlocutores "acham que podem ser uma alternativa", embora temam o precedente. "O governo acha que seria uma porteira aberta, que outros poderiam querer. Mas não é bem assim", avaliou Leal.



Entre os fatos que justificam a intervenção federal no Rio de Janeiro está o grave comprometimento de serviços essenciais para a ordem pública, como segurança, saúde e educação, listou Leal. O deputado cita o fechamento de hospitais, o atraso em pagamentos de serviços e a falta de materiais em delegacias como exemplos da gravidade da situação.



No âmbito do livre exercício dos poderes, Leal menciona o descumprimento no repasse constitucional a outras instâncias, como o Poder Judiciário. Cita ainda o desejo do governo de usar receitas de fundos como da Assembleia Legislativa (Alerj) e do Tribunal de Justiça para honrar pagamentos da folha de pessoal.



Leal alega ainda que a intervenção é necessária para assegurar a observância de princípios constitucionais, como o sistema representativo e o regime democrático, além dos direitos da pessoa humana. Neste último caso, o deputado elencou uma série de práticas que estariam violando esse princípio, como o parcelamento e a redução de salários mediante alíquotas extras de contribuição previdenciária (proposta que integra o pacote anticrise do governo fluminense), a extinção do aluguel social e aumentos de impostos.



O deputado ainda critica a falta de transparência em relação aos incentivos fiscais e a ausência de evidências de que essas iniciativas foram positivas para a economia do Estado.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

"Pacote de Maldades": Ato dos Servidores da Segurança Pública na ALERJ

video

Comandante-geral diz que PMs do RJ podem participar de protestos


Se depender do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira, o direito de policiais militares se manifestarem como cidadãos está garantido. Diante da crise financeira que assola o estado, e com o anúncio de pacote de medidas do governo que afeta diretamente o funcionalismo público, um protesto em que, a princípio, participariam PMs, está marcado para esta terça-feira (8).
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7), no quartel general da corporação, no Centro da cidade, Wolney minimizou efeitos da crise nos salários dos militares e disse que as mudanças em batalhões – que tradicionalmente ocorrem – serão gradativas. O oficial também assegurou que o processo de pacificação de comunidades não irá retroagir.
"Aqui não temos mercenários. Ninguém vem pra cá para se tornar rico. Salário é uma questão motivacional, mas não é a única. O PM se motiva por servir bem à população, a quem jurou defender. Eu conto com os heróis anônimos que estão sangrando diariamente."
Wolney se referiu aos sucessivos atrasos e parcelamento dos salários dos servidores, inclusive da Segurança Pública.
"Precisamos fazer o que é melhor para a sociedade. Não vamos ficar aqui um ano fazendo mudanças. Nosso time só tem uma camisa, o da camisa azul. O processo de pacificação não irá retroagir. Faremos mudanças que visem trazer benefícios."
Apesar de já terem ocorrido trocas trocas de comando em alguns batalhões, outras mudanças devem vir, adiantou o coronel. Na dança das cadeiras da corporação, uma das trocas mais recentes ocorreu na Coordenadoria de Polícia Pacificadora e no 1º Comando de Policiamento de Área. No primeiro, foi nomeado o coronel André Luiz Belloni e o 1ª CPA foi assumido pelo também coronel André Silva de Mendonça.
PMs temem retaliação
Nos bastidores, policiais especulavam se tinha sido determinado pelo comando-geral que acautelasse os militares dentro dos quartéis, o que foi descartado por Wolney.
Os comandos de alguns batalhões chegaram a marcar reuniões no mesmo horário que ocorrerá o protesto, mas desmarcaram. Outros, surpreendentemente, desmarcaram reuniões comunitárias para que o máximos de PMs de folga vá ao protesto.
Como consta no estatuto da corporação, os policiais podem participar de manifestações desde que estejam de folga e não estejam fardados ou armados.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Polícia do civil do Rio pede doações para garantir o funcionamento de delegacias

.Por conta do agravamento da crise no Estado do Rio, a Polícia Civil lançou um edital público para que empresários possam doar materiais e também prestar serviços para garantir o funcionamento das delegacias. O programa 'Juntos com a polícia' prevê a formalização de contratos, cuja duração pode se estender por até dois anos - prorrogáveis por mais dois anos - entre a instituição e o empresariado.
A prática já vinha ocorrendo de maneira informal em algumas unidades, como é o caso da delegacia do Catete, conforme mostrou hoje o jornal O Globo. O edital esclarece que quem contribuir para o programa não receberá qualquer tipo de contrapartida.
Por meio do contrato, será possível fazer a doação de material de limpeza e escritório. Serviços de obras e reformas também poderão ser realizados. A diferença entre esse tipo de acordo e uma doação simples, esclareceu a polícia, é que a instituição terá a prerrogativa de decidir para qual delegacia será enviado o material arrecadado.
A situação de penúria da Polícia Civil reflete de forma direta a crise pela qual passa a administração estadual - o Estado entrará em 2017 com um rombo de R$ 17 bilhões no orçamento. No início deste mês, durante uma entrevista, o então chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, admitiu que muitas unidas não tinham sequer papel para que as ocorrências pudessem ser registradas. Além disso, dois dos três helicópteros da corporação estão fora de operação

Carta de militar ao jornalista Ricardo Boechat viraliza nas redes sociais

Circula nas redes sociais um texto anônimo que responde ao jornalista Ricardo Boechat sobre suas declarações a respeito da Polícia Militar, durante uma entrevista à Band News. Confira o texto.
***
Sr. Ricardo Boechat, 

Diante do exposto, após ouvir seu áudio atentamente, agradeci por viver num Estado laico, onde ainda se pode manifestar ideias e pensamentos com liberdade de expressão.  

Vamos falar inicialmente sobre a minha profissão, pois dela eu entendo as peculiaridades... Não apenas as teóricas, mas práticas, porque ao longo de quase 17 anos de carreira, vi e vivi muita coisa...

Sou primeiro sargento, tenho como especialidade a ENFERMAGEM , sou esposa de um militar que voluntariamente se alistou para compor a equipe de paraquedistas. Somos pais de três pequenos. Cito minha família para que o senhor comece a perceber a diferença desde agora. Num caso de colapso, de guerra e afins, meus três filhos ficarão aos cuidados dos avós, porque nós juramos que defenderíamos este solo, ainda que nosso sangue tivesse que jorrar por ele. 

Sei que o Brasil vive tempos de paz, como o senhor mencionou em seu áudio, mas sinceramente... Isso é só na visão utópica de um jornalista mal informado! Um lugar onde se morrem mais de 2000 pessoas vítimas de violência em um ano não é um lugar de Paz! Pergunte a mãe do João Hélio se o país onde ela está é um lugar seguro. O senhor lembra quem é João Hélio? Lembra que os policiais que foram fazer a segurança do local alguns dias depois do incidente foram fuzilados brutalmente? 

O senhor se recorda do cabo do Exército Brasileiro que foi morto na Maré combatendo a violência e preparando o Rio de Janeiro para se tornar a "cidade olímpica perfeita"? Não! O senhor não se recorda, afinal vivemos em tempos de PAZ!!!

Mas voltando aos militares das Forças Armadas... Nós não nos aposentamos com 25 anos, policiais sim. E sinceramente acho justíssimo. São eles que não possuem sequer o direito de deixar um seguro de vida para suas filhas e esposas. Bancos não os querem como clientes! Certamente dariam prejuízo, pois são alvos. O senhor sabia disso? Policiais são CAÇADOS, Sr. Boechat! São eles que expõem suas vísceras pra gente como o senhor tecer comentários num telejornal... De terno e gravata, em ambiente com ar condicionado, andando em carros blindados e comendo nos melhores restaurantes, não se percebe o caos.

Quanto à atividade de risco, pesquise mais! O senhor sabe o que significa pegar malária, leishmaniose, e doenças sequer catalogadas no CID por servir em regiões inóspitas e endêmicas? O senhor sabe o que é navegar Amazônia a dentro para levar remédio a fim de tratar desnutrição, verminose, marasmo, kwashiokor? O senhor sabe o que é pousar em cima de uma mata fechada e abrir um clarão no meio da Amazônia pra que famílias tenham dignidade ao enterrar seus filhos, pais e maridos, Sr. Boechat? Os militares deram a oportunidade dessas pessoas se despedirem dos seus amores! Lembra do Gol 1907?

Eu já fiz Missão de Misericórdia... Já catei piolhos em desnutridos... Já abri mão de comer a maçã do rancho para dar pra uma criança com fome! Já chorei! E muito! Perdi um amigo saltando... Treinando para defender a pátria que hoje ultrajam e mancham com a corrupção!

Já fiquei sem marido, e já agachei para fazer curativos nos seus pés esfolados cheios de sangue pisado por manobras com boot... Boot marron, sujo de sangue, suor e lágrimas de saudade da família ou de uma comida quentinha saindo do forno! Porque em missão, comemos ração! Exatamente! Estamos sempre prontos para cumprir qualquer missão!!!

Mas agora falando da sua profissão... Antes de divulgar qualquer opinião ou ideia, um jornalista, deveria se informar! Procure saber sobre modificações na LRM em 2000. Filhas de militares perderam o direito de receberem pensões! Perdemos qualquer tipo de gratificação ou licença especial por tempo de serviço. O que não perdemos foi o orgulho de sermos quem somos, a chama de proteger o nosso país, o amor por este solo e o senso de valores, justiça e vida! A nossa vida, Sr. Boechat é dedicada para que outros possam viver!!!

Atenciosamente, um Militar a cumprir seus 30 anos de serviço.

sábado, 29 de outubro de 2016

Pezão não garante 13º e diz que objetivo é assegurar os salários

Rio - No penúltimo dia útil antes de retomar às funções à frente do governo do estado, Luiz Fernando Pezão não deu uma boa notícia aos servidores: disse que ainda não podia garantir o pagamento do 13º salário. Ele, que reassume o cargo na terça-feira, afirmou que pretende, primeiro, assegurar os salários de outubro.
Pezão informou ainda que daqui a uma semana devem ser divulgadas as medidas de ajuste fiscal que o estado prepara. O DIA apurou que as medidas estarão distribuídas em 20 projetos de lei e que têm como objetivo a redução dos gastos da administração estadual.
“Pretendemos enxugar ainda mais. Voltamos ao custeio de 2013, mas ainda não é suficiente, pois a arrecadação não está se recuperando. E não é só no Rio. Em São Paulo, que consideramos como termômetro, a arrecadação também não está crescendo”, ressaltou o governador licenciado.
Pezão também disse que não pretende mexer nos salários do servidores e lembrou que existe uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra esse tipo de medida. “Não é minha intenção. A nossa proposta é tentar reequilibrar as contas atualmente na Previdência”, completou.
Pezão afirmou ainda que ele e os demais governadores devem se reunir na próxima sexta-feira com o presidente Michel Temer e apresentar propostas para a Reforma da Previdência. De acordo com o governador fluminense, as medidas deverão levar em conta o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. 
“Os estados têm hoje grande déficit. Não queremos penalizar o servidor, mas temos de ter uma Previdência equilibrada, mas hoje não está. Com a queda da receita, o déficit é imenso. Até estados bem administrados têm problemas. Temos de tomar medidas fortes e é isso que estamos debatendo”, completou.
Ele também deu a entender que pretende rediscutir as aposentadorias especiais,em que o servidor entra para o quadro de inativos com idade entre 53 e 54 anos e, em alguns casos, aos 48 ou 49 anos.
Pezão nega prejuízo de incentivos
O governador Luiz Fernando Pezão negou ontem que a concessão de incentivos fiscais pelo governo do estado, dados desde a gestão de Sérgio Cabral, tenha sido a causa da atual desorganização financeira nas contas estaduais. Para ele, esse é um instrumento importante que atrai empresas e gera empregos no estado. Pezão informou que pretende continuar a conceder incentivos.
Durante a semana, decisão da Justiça impediu o governo fluminense a manter a concessão de mais isenções fiscais. Na quarta-feira, o juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio, havia acatado pedido do Ministério Público estadual que pedia a suspensão dos benefícios dados. 
“Esses incentivos possibilitam que diversas empresas ainda estejam ajudando na nossa arrecadação e gerando emprego. Não teríamos a Nissan, todo o setor leiteiro, a fábrica de carnes que será inaugurada no Distrito Industrial de Queimados, todo o polo da Michelin”, ressaltou.
Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 138 bilhões entre 2008 e 2013, ao conceder os incentivos fiscais.

Polícia do Rio é a que mais morre no país


Os números de policiais mortos e de mortes praticadas por policiais aumentaram no Rio de Janeiro entre 2014 e 2015, aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado ontem. Enquanto em todo o país 3.345 pessoas foram mortas por policiais em 2015 (nove por dia), somente no Rio foram 645 — 61 a mais do que no ano anterior. Esses números colocam o estado atrás somente de São Paulo, que registrou 848 homicídios praticados por policiais no ano passado. Os dois estados concentram 1.493 mortes decorrentes de intervenções policiais - 45% do total do país. 
É também no Rio que policiais morrem mais. Segundo o anuário do FBSP, o número de agentes mortos em serviço no estado pulou de 18, em 2014, para 26, em 2015. No mesmo período, o número de policiais mortos fora de serviço caiu de 82 para 72. Dados divulgados recentemente em audiência pública na Alerj apontam que somente este ano 115 policiais foram mortos e outros 556, feridos. Segundo a PM, 20 policiais militares morreram em serviço, em confronto com criminosos, e outros 41 em folga, vítimas da ação de criminosos. 
Há um ano estudo divulgado pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP) registrou 3.256 casos de homicídio decorrentes de intervenção policial entre 2010 e 2015. "É um padrão de letalidade 
extremamente típico e tudo indica que está em crescimento de novo. É muito preocupante porque está fugindo ao controle. E uma quantidade de mortes por intervenções policiais inaceitável", afirma Silvia Ramos, especialista em Segurança Pública. 
A PM informou que, para reduzir a incidência de policiais mortos, determinou a realização de operações envolvendo as unidades do Comando de Operações Especiais (COE) em locais de vitimização de PMs em serviço, além do treinamento dos policiais. Também foi desencadeada a Operação Deslocamento Seguro nos locais de maior incidência de vitimização na folga. As medidas, diz a PM, já resultaram na redução nas mortes em folga e em serviço desde junho. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Família de PM é assassinada em São João de Meriti



O policial militar Cristiano José Martins encontrou sua família morta, na manhã desta quarta-feira, ao chegar em casa, na Baixada Fluminense, após trabalhar durante a madrugada, informa O Globo.

Segundo o 21º BPM (São João de Meiriti), o sargento do 5º BPM (Praça da Harmonia) abriu a porta de sua residência por volta das 8h, na Rua Bom Jardim, no bairro Parque Tietê, em São João de Meriti, e encontrou os corpos de sua mãe, de seu irmão e de duas meninas.

Segundo informações do Extra, a porta dos fundos da casa estava arrombada. As vítimas foram identificadas como Marilene José Martins, de 60 anos, Fernando José Martins, de 36, Kauane, de 7, e Hester, de 5. As crianças estariam sendo cuidadas por Marilene. Elas seriam primas de criação do sargento Cristiano.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Duque de Caxias no fim da manhã. Segundo informações iniciais da polícia, Marilene foi morta por asfixia e Fernando levou facadas. Os dois têm marcas de pancadas no corpo. As crianças teriam sido espancadas. Os cachorros da família também teriam levado facadas.

O local está isolado para o trabalho dos peritos. O local onde ocorreu o crime fica perto do Morro do Azul, que enfrenta uma guerra de facções criminosas pela venda de drogas. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Roberto Sá assume Secretaria de Segurança do Rio hoje



O delegado da Polícia Federal Roberto Sá assumirá nesta segunda-feira como novo secretário de Estado de Segurança do Rio de Janeiro em substituição a José Mariano Beltrame, que ficou nove anos no cargo. Sá se reunirá com o governador em exercício Francisco Dornelles e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, às 11h30, no Palácio Guanabara. Na ocasião, o novo secretário de Segurança assinará o termo de posse. A indicação foi confirmada em nota divulgada pelo Governo do Estado na última sexta-feira. Sá, até então, ocupava a Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional.

Roberto nasceu em Barra do Piraí, no sul fluminense, e é formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Em 1983, começou a carreira policial como cadete na Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar (PM). Na PM do Rio, foi instrutor do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de 1989 a 1992. Ele deixou a PM no posto de tenente-coronel para entrar na Polícia Federal.

Ações na Justiça tentam garantir 13º de servidor

 
Diante da crise financeira enfrentada pelo estado, entidades representativas dos servidores tentam garantir os direitos dos funcionários públicos, entre eles o pagamento do décimo terceiro deste ano, sem previsão de ser pago, segundo reconheceu o próprio governador licenciado Luiz Fernando Pezão. E a saída será recorrer à Justiça. O primeiro a buscar o Judiciário para ter o 13º vai ser o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) que protocolará um mandado de segurança preventivo entre hoje e amanhã para garantir o abono de Natal tanto dos servidores ativos quanto dos inativos e pensionistas da Polícia Civil.
O presidente do sindicato, Fernando Bandeira, explicou à coluna que o mecanismo para tentar garantir os vencimentos será por meio de arresto de recursos nas contas do governo do estado, como tem sido feito nos últimos meses pela Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado do Rio (Fasp) para que os salários do funcionalismo fossem pagos. 
Bandeira também disse que a princípio, a ação teria como objetivo garantir os salários de dezembro e o 13º, mas diante do grave quadro financeiro do estado, o sindicato decidiu incluir também os salários de outubro e novembro, já que não está certo que ambos vão sair. 
"Recebemos o salário no dia 5 de outubro e o restante no dia 12. O parcelamento então também é nossa preocupação", disse, ressaltando que pedirá, na ação, que os salários sejam pagos na integralidade. 
Segundo o advogado da federação Carlos Henrique Jund, a entidade também fará pedido de arresto no fim de novembro ou no começo de dezembro para garantir o 13º  dos demais servidores do estado.

sábado, 15 de outubro de 2016

AUDIÊNCIA PÚBLICA: CPI para investigar as mortes de policiais


Policiais “pegam carona” em jet ski para prender suspeito de tráfico de drogas que se jogou no mar em Niterói


Policiais militares do batalhão de Niterói (12° BPM) pegaram carona em um jet ski e em um bote para alcançar um homem que se atirou ao mar para fugir do flagrante de tráfico de drogas próximo à praia de Icaraí, na região metropolitana do Rio. Os policiais faziam uma operação na comunidade do Cavalão.

Durante a ação, os policiais se depararam com criminosos armados que atiraram contra eles e houve confronto, sem registro de feridos. Um dos suspeitos abandonou uma motocicleta e uma sacola contendo drogas em um beco e fugiu em direção à praia de Icaraí. Ao perceber a aproximação dos agentes, o criminoso mergulhou.

Os policiais receberam ajuda do dono de uma moto aquática e de um barco para capturá-lo. O detido foi reconhecido como um dos gerentes do tráfico da comunidade.

PMs derrubam muro entre comunidades do Centro do Rio

Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Coroa / Fallet / Fogueteiro, em Santa Teresa, região Central do Rio, demoliram nesta sexta-feira (14) um grande muro construído por criminosos há cerca de dez dias na divisa entre as comunidades da Coroa e Fallet, informou a Polícia  Militar.
O local, uma via utilizada por moradores das duas regiões, passou a servir como abrigo para suspeitos durante os últimos confrontos. Ainda segundo o comando da UPP local, não houve troca de tiros durante a ação, realizada durante a manhã.
A ação com o apoio das UPPs Rocinha, Mangueira, São João, Nova Brasília e Macacos, além do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) e da equipe de logística da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Beltrame sai e avisa: governo não pagará dezembro e 13º salário

O mesmo dia em que confirmou sua saída do cargo, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pintou um quadro nebuloso quanto ao pagamento dos servidores da pasta nos próximos meses. Ele disse ontem que além do 13º não estaria garantido o pagamento do salário de dezembro do pessoal da pasta, em mais um capítulo da grave crise financeira que o estado vive. "Nada está garantido", disse Beltrame, em entrevista.
Subsecretário da própria pasta, Roberto Sá assumirá o cargo de titular. 
Desde o começo da gestão do governador licenciado Luiz Fernando Pezão, Beltrame vinha atuando para tentar garantir os recursos necessários para a Segurança e evitar que os servidores fossem atingidos pela crise. 
Em junho,o secretário havia dito que os recursos de R$ 2,9 bilhões destinados pela União ao Estado do Rio seriam para o pagamento de policiais com salários atrasados. Na ocasião, Beltrame afirmou que era importante honrar o pagamento dos vencimentos, da premiação e do Regime Adicional de Serviço (RAS) para ajudar na motivação dos funcionários.
No dia 10, a Secretaria de Fazenda informou à coluna que o RAS e o RAS Olímpico serão regularizados o"quanto antes", sem dar uma data específica para o pagamento.
Sobre as declarações do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o governo do estado informou, em nota, que "está concentrado para que o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas ocorra dentro do calendário previsto, até o décimo dia útil de cada mês". Com relação ao 13º salário, não há nada definido.  

Depois de quase dez anos à frente da Secretaria de Segurança Pública, José Mariano Beltrame anunciou ontem a saída do governo. Seu substituto será Roberto Sá, que era subsecretário. Beltrame revelou que o governo não terá dinheiro para pagar salários.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Reforma quer fixar a idade mínima de 65 anos para policias militares e bombeiros, que atualmente podem se aposentar só com tempo de contribuição


Habeas corpus impede prisão de PM do RN que criticou modelo de polícia

Comentário feito pelo soldado João Maria Figueiredo foi considerado uma ofensa à Polícia Militar (Foto: Reprodução/Facebook)

O soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte João Maria Figueiredo da Silva, que no dia 21 de setembro foi punido com 15 dias de prisão por ter usado uma rede social para criticar o modelo de polícia utilizado no país, está livre da cadeia. Pelo menos até que a Justiça avalie o mérito da questão. Nesta terça-feira (4), o juiz substituto Ricardo Tinoco de Góes concedeu um habeas corpus que impede o cumprimento da punição. Figueiredo é lotado em Touros, município do litoral Norte potiguar. Com a ordem de detenção suspensa, ele segue trabalhando normalmente.
Advogado do policial, Bruno Saldanha comemorou a decisão do magistrado. “Não cabe à PM regular a liberdade de expressão de quem quer que seja. A autoridade que acusou foi a mesma que julgou, isso fere a nossa constituição”, ressaltou.


Bombeiro também é punido
A punição aplicada ao soldado Figueiredo não é um caso isolado no estado. Presidente da Associação dos Bombeiros Militares do RN, o soldado Dalchem Viana do Nascimento Ferreira também foi punido por fazer uso de redes sociais. O castigo foi de três dias de prisão por ter enviado um áudio em um grupo de WhatsApp no qual convoca membros associados para uma assembleia.
Na gravação, feita no dia 22 de junho, Dalchem fala: “Senhores boa tarde. É, só pra informar para que todos os soldados e cabos da ABM estão convidados não, estão convocados a comparecer a esta reunião, no dia e local marcado, porque o quartel é também de cabos e soldados, então estão todos convocados a comparecerem a reunião. Eu estarei lá, entendeu, a Comissão de Direito da OAB também estará lá e também vou levar a situação agora ao Secretário de Segurança, e a chefe de Gabinete Civil” (SIC).
“No caso do Dalchem, ainda não houve nenhuma medida jurídica implementada, mas já entramos com um pedido administrativo de reconsideração de ato. Isso também impede que ele seja preso. Além disso, o bombeiro está de licença médica”, disse o Bruno Saldanha, que também advoga para o militar.
Fonte: G1 

Tiroteio deixa 3 mortos e comandante da UPP Pavão-Pavãozinho é ferido

video

Uma intensa troca de tiros nesta segunda-feira (10) na comunidade Pavão-Pavãozinho causou pânico e fechou o comércio na favela e em ruas dos bairros Ipanema, Lagoa e Copacabana, na Zona Sul do Rio. Fora os disparos, comerciantes relataram ter ouvido a explosão de uma bomba. Vias de acesso à comunidade foram interditadas, e o acesso ao metrô do Complexo Rubem Braga ficou fechado por mais de uma hora. O capitão Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, Vinícius Apolinário de Oliveira, foi ferido por estilhaços. Ele foi levado para o Hospital Central da PM, no Estácio, e já teve alta. Outros dois PMs do Batalhão de Choque da corporação também foram feridos no confronto, mas o estado de saúde deles é estável.

Ataque na UPP foi chefiado por traficante que teve indulto

Preso nesta segunda-feira num trecho de mata no alto do morro Pavão-Pavãozinho, após comandar o ataque às UPPs da região, o traficante Samuel de Freitas e Silva, o Samuca, foi beneficiado por um indulto no Dia das Mães, no dia 14 de maio. Desde então, ele era procurado pela polícia. Ele é apontado como um dos chefes do morro.
Samuca, que foi preso em 12 de novembro de 2008, acusado de ser gerente do tráfico no Pavão-Pavãozinho, deixou o Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, e não voltou mais. Para policiais civis, que atuam na área de atuação do bandido, a violência recrudesceu na comunidade de Copacabana depois que o bandido retomou a gerência do comércio de drogas do local. Ele teria reunido um bando de pelo menos dez traficantes na favela, que recebeu uma Unidade de Polícia Pacificadora em 23 de dezembro de 2009, responsável pela segurança de uma população de cerca de 10 mil pessoas.
A prisão de Samuca só foi possível depois da localização da namorada de um dos bandidos de sua quadrilha. Ela negociou a rendição do grupo, que estava escondido na região conhecida como Vietnã, no alto do morro. Junto com eles, havia seis fuzis, uma pistola adaptada para funcionar como submetralhadora, além de drogas.

Veja vídeo de homem sendo baleado durante confronto no Pavão-Pavãozinho

Na manhã desta segunda-feira (10), um intenso tiroteio assustou os moradores da comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O capitão da UPP, Vinícius Apolinário de Oliveira foi atingido durante o confronto. O policial passa bem e foi encaminhado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, Zona Norte da cidade. O tiroteio fechou o comércio na comunidade e em ruas de Ipanema e Copacabana. Várias ruas da região foram interditadas. O Túnel Major Vaz, que liga Copacabana e Ipanema, também foi fechado. Veja imagens do momento em que homem é baleado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Estado do Rio pagará apenas 70% dos salários de servidores da Segurança Pública

O governo do estado vai pagar, na próxima quarta-feira, apenas 70% dos salários de setembro dos agentes da Segurança Pública — policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. Esse pagamento valerá apenas para os servidores ativos. A informação foi confirmada pela Secretaria de Planejamento. O restante dos salários serão pagos no dia 13 de outubro, segundo a Secretaria de Fazenda.
A Secretaria de Fazenda confirmou que o pagamento será feito na próxima quarta-feira, dia 5 de outubro. Entre membros do funcionalismo, existia a previsão que o pagamento dos servidores da Segurança Pública acontecesse nesta segunda-feira, e de forma integral. A Fazenda confirmou, também, que os aposentados e pensionistas da Segurança Pública serão pagos no dia 13.
Os servidores ativos da Educação receberão seus salários, de forma integral, nesta quarta-feira, dia 5 de outubro. O pagamento só será possível em função da utilização do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Para piorar o novo cenário, o contracheque virtual, ferramenta utilizada pelos servidores sobre a previsão dos salários, ainda não foi disponibilizado.
Não custa lembrar que o governo do Rio tem até a próxima quarta-feira para quitar toda a folha de setembro do funcionalismo. A determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, para que todos os servidores (ativos, aposentados e pensionistas) recebam seus salários até o 3º dia útil do mês seguinte trabalhado segue válida. A decisão diz respeito ao caso da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Rio (Fasp).

Quinze policiais são expulsos da PM por se candidatarem nas eleições

Quinze policiais militares foram expulsos da Polícia Militar do Estado do Rio por se candidataram a vereador nas eleições. A decisão foi publicada no boletim da corporação da última sexta-feira. No último dia 9, o comandante-geral da PM, coronel Edison Duarte, determinou, no mesmo boletim, que todos os PMs “que não tenham alcançado os dez anos de serviço deverão ser demitidos”. A decisão se baseia no artigo 14 da Constituição Federal, que determina que “se o militar contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade”.

Todos os atingidos pela determinação do comandante-geral são praças: seis soldados e nove cabos. A maioria vai se candidatar a vereador em municípios da Baixada Fluminense.

Um dos candidatos, o cabo Emerson Santo Paes, do 15º BPM (Caxias) entrou na Justiça e ganhou uma liminar contra a decisão no último dia 29. Segundo advogado do praça, Marcelo Queiroz, a demissão dos PMs só deveria acontecer caso os os candidatos sejam eleitos.

— Antes das eleições, em época de candidatura, o policial com menos de dez anos na PM deve ser licenciado. Só depois, do pleito, se eleito, deve ser demitido — defendeu Queiroz.

Confira abaixo os nomes dos policiais excluídos e suas respectivas lotações na PM:

Soldado Alessandro Lima Coelho Rodrigues - BPGE

Soldado Aniara Gomes Rangel Ribeiro - BPRV

Cabo Tiago Morelli Couto - BPVE

Cabo Felipe Rafael Cavalcanti Mendes da Silva - DGP

Cabo Robson Duarte Cortat - 2º BPM (Botafogo)

Cabo Emerson Santo Paes- 15º BPM (Caxias)

Soldado Luis Filippe de Jesus da Silva - 23º BPM (Leblon)

Cabo Viviane Rodrigues de Moraes Ferrari - 25º BPM (Cabo Frio)

Soldado Gilberto Chediac Leitão Torres - 27º BPM (Santa Cruz)

Cabo Eduardo Caetano Neto França - 33º BPM (Angra dos Reis)

Cabo Igor Fabiano da Silva Athayde - 34º BPM (Magé)

Cabo Danilo Rafael da Silva de Lima - 39º BPM (Belford Roxo)

Cabo Otávio de Souza Vanderlei - UPP Mangueira

Soldado Luiz Antunes dos Santos Junior - UPP Babilônia/Chapéu Mangueira

Soldado Antonio Augusto Cruz Ribeiro Junior - UPP Manguinhos

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

GOIÁS: O policial militar que fazia a segurança do vice-governador morre baleado durante carreata



O governo de Goiás informou nesta quinta-feira (29) que o estado de saúde do vice-governador José Eliton e do advogado da prefeitura de Itumbiara, Célio Rezende, é estável. Segundo boletim médico do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, ambos estão internados na UTI da unidade, conscientes, estáveis e respirando espontaneamente.

Na quarta-feira (28), eles participavam de uma carreata do candidato à prefeitura do município de Itumbiara, José Gomes da Rocha (PTB), quando foram baleados. Ex-prefeito da cidade e ex-deputado federal, Rocha também foi baleado, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O policial militar Vanilson João Pereira, que fazia a segurança do vice-governador, também morreu. O enterro das vítimas está previsto para hoje.
Durante a evolução da carreata, um carro foi de encontro ao veículo em que estavam José Eliton, José Gomes da Rocha e outras pessoas. O motorista do carro disparou com uma pistola em direção aos políticos; o atirador foi morto no local pela equipe de segurança do vice-governador.

Segundo a Polícia Civil, o atirador foi identificado como Gilberto Ferreira do Amaral, funcionário da prefeitura de Itumbiara. A polícia local está ouvindo testemunhas e agora investiga a motivação do crime e se ele agiu sozinho.

José Eliton, que também é secretário de Segurança Pública do estado, era o governador em exercício, já que Marconi Perillo estava em viagem nos Estados Unidos, em missão comercial. Segundo o governo de Goiás, o governador antecipou sua volta, prevista para sábado (1º) e deve chegar hoje à tarde a Goiânia. Até a chegada de Perillo, o presidente da Assembleia Legislativa, Hélio de Sousa (PSDB), é o governador em exercício.

TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, divulgou nota repudiando o atentado contra o candidato à prefeitura de Itumbiara.

Mendes reafirmou compromisso de cobrar investigação sobre mortes envolvendo candidatos às eleições municipais e disse que pediu o apoio da Polícia Federal no acompanhamento das apurações sobre outros casos de atentados contra candidatos.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, segue agora para Goiânia, onde vai visitar o vice-governador.

Justiça revela plano para matar ex-comandante da UPP Rocinha

video

Reportagem exclusiva do RJTV revela que a Justiça descobriu um plano de traficantes da comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, para matar a ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), major Pricilla Azevedo, com participação de policiais da própria UPP.
A reportagem, apresentada nesta quarta-feira (28), mostra que os policiais ajudavam os criminosos, repassando informações sobre a comandante. Pricilla deixou o cargo seis meses após a polícia descobrir o plano e hoje é porta-voz das UPPs.
Ainda de acordo com a reportagem, cinco policiais que trocaram mensagens com o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157 já foram identificados. São eles Sidnei Leão dos Santos Filho, Mário Alvispo da Silva Junior, Ramon Santiago de Moura,  Arnaldo Damião Cavalcanti e Alexsandro Mendez dos Santos, que já morreu.
Os PMs já haviam sido investigados por receber propina de traficantes para permitir a venda de drogas e a livre circulação de criminosos armados na favela da Rocinha. Os policiais foram afastados das ruas e estão fazendo serviço administrativo.
Em uma das mensagens, o criminoso pergunta pela "visão" de Pricilla que teria sido prometida por um dos PMs - referindo-se a possíveis dicas sobre a rotina da major - e recebe como resposta que a oficial não vai à comunidade todos os dias. "Amigo, ela nem bota a cara direito aqui. Faz faculdade, então em pelo menos dois ou três dias na semana ela nem vem trabalhar", responde o policial.
O diálogo prossegue e o policial afirma que, se Rogério matar Pricilla, a troca de comando na UPP seria acelerada e diz torcer pela nomeação de um outro major, a quem se refere como "caveira", apelido dado a homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. "Tomara que venha o major caveira. Amigo nosso, ele adora dinheiro. Fechamento legal".
Os traficantes tramavam matar a major porque ela vinha reprimindo a venda de drogas na comunidade. O plano foi descoberto em fevereiro de 2014, após o ex-chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ser condenado em mais um processo por tráfico e por pagar propinas a agentes públicos.
As mensagens trocadas entre Nem e os policiais foram interceptadas pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça. Nem já está condenado a mais de 30 anos de prisão e está na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).
Segundo as investigações da PF, Nem continua a comandar a venda de drogas na comunidade da Zona Sul, com ajuda da mulher, Danúbia de Souza Rangel, que atua como mensageira da quadrilha e é a principal ligação entre Nem e Rogério 157. Ela está foragida desde março.
Danúbia chegou a ser presa, mas acabou solta por um habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan. A decisão de Darlan foi revogada, mas a mulher de Nem já havia deixado a cadeia.
A reportagem tentou contato com os advogados dos policiais acusados de trocar mensagens com Rogério, mas nenhum deles foi encontrado.