sábado, 23 de julho de 2016

Escala da Olimpíada irrita guardas municipais do Rio


A exemplo de outras forças de segurança que vão atuar no esquema especial montado para a Rio-2016, guardas municipais se queixam da falta de pagamento de adicionais, por conta da escala extraordinária, e das condições de trabalho às quais já estão sendo submetidos. Serão cinco mil agentes apenas para os Jogos, em oito bases operacionais. O reforço nas ruas da cidade começou no último dia 13 de julho, após um anúncio oficial feito no Batalhão da Guarda (BG), em São Cristóvão. Entre as medidas, estão a redução nos quadros interno e administrativo da corporação, com aumento do número de homens nas ruas.

Os agentes reclamam de mudanças de horário de trabalho, especialmente para servidores do turno diurno escalados para a jornada noturna. Os guardas distribuídos no entorno das instalações olímpicas dizem que não têm acesso a alojamento para guardar seus objetos pessoais e que estão sem alimentação, água e banheiro. Servidores relatam, ainda, que faltam viaturas nos locais de competição da Barra da Tijuca e de Deodoro. Por isso, estão expostos à ação de bandidos.

Além disso, já foram registrados problemas na rendição, com guardas substituídos no horário do almoço, quando a jornada deveria terminar às 9h. A Guarda Municipal (GM) informou que não houve aumento na carga de trabalho, e que os agentes receberão adicional quando trabalharem em suas folgas. Segundo a GM, eles recebem lanche, e há distribuição de água regulamente, além do cartão refeição ou alimentação. A Guarda diz ainda que a para a Olimpíada começou de forma antecipada, para que qualquer eventual ajuste possa ser feito, mas que os horários de rendição e troca de turno “vêm sendo cumpridos à risca, até mesmo com antecedência em alguns pontos”

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