terça-feira, 12 de julho de 2016

PM morto no Engenho Novo estava em tratamento

Médica fez desabafo emocionante 





PM morto estava em tratamento 
Família conta que soldado que levou tiro na nuca vivia trancado, com medo. 

O soldado da UPP Lins, Victor Eric Braga Faria, de 26 anos, morto com um tiro na nuca na noite de domingo, queria sair da corporação por medo da violência e estava em tratamento psicológico há um mês. No dia em que foi baleado, ele havia trocado o horário do plantão com um colega. Ontem, um policial reformado foi morto em tentativa de assalto, em Itaboraí. Este ano, 236 policiais foram baleados: 59 não resistiram. 
O desabafo comovente da médica do Hospital Naval Marcílio Dias que atendeu Victor Eric emocionou milhares de internautas. "Trabalhei por 20 horas e mesmo assim não consigo dormir", escreveu. "Fiz o sinal da cruz no peito dele e saí da sala de cirurgia aos prantos e soluçando. Não consigo aceitar a desvalorização dos policiais militares. Esses caras são heróis", acrescentou. Em seu depoimento, ela chega a criticar as garantias que a lei prevê para quem comete crimes. 
O artesão Agnaldo dos Santos Oliveira, 45, cunhado de Victor, disse que ele estava na PM desde dezembro de 2012. "Vivia trancado no quarto. Policiais não têm estrutura para trabalhar. Policial e bandido são vítimas do governo" criticou. Oliveira contou ainda que Victor queria passar a se 
apresentar no 34º BPM (Magé) — ele morava em Piabetá, em Duque de Caxias, na Baixada — porque não tinha dinheiro para colocar gasolina no carro e ir até a UPP do Lins. 
Victor entrou para a PM para seguir os passos do pai, hoje aposentado, segundo o primo Rafael Braga, 29. Era casado e tinha um filho de 3 anos. 
O 'Portal do Procurados', do Disque-Denúncia, lançou um cartaz pedindo ajuda para a população dar informações sobre os criminosos que assassinaram o PM. 
Rafael Vinícius de Oliveira Melo, policial que estava na viatura com Victor, foi atingido na mão e já recebeu alta do Hospital da PM, no Estácio, para onde foi levado. 




Um comentário:

  1. Parece que esses meninos são tirados de suas residencias realmente para morrer, as upps não possuem alojamentos e ai o oficial que comanda coloca uma escala de escravidão, ex: um pm que mora em campos dos Goytacazes e pega no serviço as 05:00hs tem de ir para o local de trabalho no dia anterior, para que possa ter condução pois se viajar de madrugada não chega a tempo de assumir o serviço sem atraso, mas quando vai um dia antes alem de pagar caríssimas passagens não tem onde dormir, e tem de ficar encostado em algum local ate chegar a sua hora, quando esta na upp ja se demonstra cansado, estressado e sem condições de executar o serviço. Ninguém merece tanta crueldade, FIM DAS UPPs.

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