quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Policial Militar é baleado por traficantes durante patrulhamento na Vila Cruzeiro

Mais um policial militar a serviço das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) foi atacado a tiros nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. O PM Alessandro Assumpção, lotado na UPP da Vila Cruzeiro, favela do Complexo da Penha, Zona Norte da cidade, foi baleado por traficantes durante patrulhamento na localidade conhecida como Vila Oito. Após Assumpção ser atingido, os policiais de sua equipe reagiram e houve troca de tiros. Não há informações sobre feridos, além do PM, que foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde passa por cirurgia. A polícia faz buscas na comunidade para localizar e prender os bandidos que atacaram a equipe da UPP.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

Polícia poderá usar armas pesadas apreendidas com traficantes


Rio - O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, anunciou nesta terça-feira ter redigido dois decretos para ajudar as polícias estaduais no combate ao crime organizado. O primeiro autoriza o uso, por policiais, de armas de alto poder de fogo apreendidas com bandidos. O decreto suspende o envio dessas armas para o Exército destruí-las. O anúncio foi feito durante coletiva sobre a operação para prender criminosos que atacaram policiais da Força Nacional de Segurança e mataram um soldado.

"Conversei com os chefes militares e eles concordaram com a ideia. As armas não precisarão mais ser destruídas, elas poderão ser usadas por policiais. O decreto será assinado até o fim do mês e já entrará em vigor" afirmou o ministro.

O segundo decreto será para facilitar a compra de armas pelas polícias. Moraes, quando foi secretário de Segurança Pública de São Paulo, disse que a burocracia dificultava a aquisição de armas. "Tivemos de esperar nove meses para comprar 740 fuzis. As polícias necessitam de armamento sofisticado para combater o tráfico de armas e de entorpecentes" revelou o ministro.

Alexandre Moraes disse ainda ter solicitado uma reunião com a Polícia Civil do Rio. Ele quer que o Ministério dê apoio logístico, financeiro e operacional aos agentes. "Criaremos cinco núcleos permanentes de inteligência e operação para combater traficantes de armas e de drogas. Estes núcleos serão instalados no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul porque estes estados fazem fronteira com Bolívia e Paraguai (países que têm tráfico de drogas e armas). E no Rio e em São Paulo porque são os principais estados consumidores de drogas e entrada de armas pesadas".


domingo, 14 de agosto de 2016

POLÍCIA CIVIL, SEM PREVISÃO DE PAGAMENTO DE HORA EXTRA


Cumprindo horas extras obrigatórias durante a Olimpíada, os policiais civis continuam sem previsão de pagamento da jornada adicional deste mês. Além disso, a categoria aguarda o crédito do Regime Adicional de Serviço (RAS) de maio Junho e julho, que não foi depositado. Já o salário de julho foi pago no dia 1º  (primeiro dia útil de agosto). Atualmente, são mais de 10 mil servidores ativos na instituição. 
Apesar de o governo estadual ter recebido R$2,9 bilhões da União para serem aplicados na Segurança Pública, as verbas destinadas ao pagamento das gratificações pendentes ainda não foram totalmente aplicadas. Em 6 de julho, o estado pagou R$ 218 milhões relativos ao Regime Adicional de Serviço (RAS), Programa Estadual de Interação na Segurança (Proeis) e premiações do Sistema de Metas Integrado (SIM) das polícias Civil e Militar. No entanto, o RAS de maio, junho e julho dos policiais civis ainda não tem data prevista. 
O Presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol), Fábio Neira critica a falta de informação pelo estado, bem como a obrigatoriedade do cumprimento do RAS. Para ele, a hora extra deveria ser voluntária, principalmente para os plantonistas. ''Não temos sequer uma previsão de pagamento das horas extras. E os servidores têm que cumprir uma determinação sem nem saber quando serão pagos, diz Neira. 

SEM DATA DEFINIDA: A Secretaria de Fazenda informou que o RAS de maio, junho e julho "será pago o mais breve possível, de acordo com a disponibilidade de recursos". Em relação à previsão de pagamento do RAS olímpico, a pasta disse que o governo está estudando. Já a Polícia Civil disse que "está envidando esforços junto à Secretaria de Segurança para regularizar o crédito. 

CRÉDITO VALORES:  O RAS que está sendo implementado é na modalidade Grandes Eventos, além da modalidade 'extensão', como determina o decreto estadual 43.538 de 2012. Segundo a Colpol, o valor bruto da hora extra (12 horas) pago a cerca de 90% da categoria (inspetores e oficiais de cartório) é de R$300, e líquido, esse valor chega a R$ 220. 

JUSTIÇA PROCESSO PARADO:  A Coligação dos Policiais Civis (Colpol) entrou na Justiça, em julho, contra o RAS compulsório nos Jogos. No entanto, o TJ determinou a apreciação do pedido pelo Ministério Público (MP-RJ). Com o recesso do Judiciário, a ação não deve ser analisada a tempo. Agora, a coligação fará outra ação autônoma cobrando o pagamento do RAS dos meses pendentes.

MINISTÉRIOS COMUNICADO:  A Colpol enviou telegramas a 8 ministérios, entre eles o da Defesa e da Casa Civil, comunicando que o estado não aplicou "corretamente" as verbas da União na Segurança. Apenas as duas pastas citadas comunicaram o recebimento. No documento, a entidade afirma que os R$ 2,9 bilhões doados ao estado não foram utilizados integralmente para pagar servidores.

Após morte do soldado da Força Nacional, placa " MÓVEL " luminosa indica a Linha Vermelha


Depois da morte do soldado da Força Nacional Hélio Vieira de Andrade baleado ao entrar quarta-feira por engano na Vila do João, na Maré, a prefeitura tomou uma providência para evitar novas vítimas. Instalou ontem no acesso à Linha Vermelha, na altura da comunidade, uma estrutura móvel de sinalização indicando o caminho para a via expressa, ao lado de uma fixa apontando a entrada da favela. 
Bandidos já fizeram várias vítimas que, tentando chegar à Linha Vermelha, entraram na comunidade. Com a morte no período olímpico, os holofotes se voltaram para o problema. A pacificação do Complexo da Maré, formado pela Vila do João e outras 16 favelas, foi um dos maiores fracassos do estado. 
Essa era uma das promessas de campanha em 2014 de Luiz Fernando Pezão, que chegou a pedir apoio do Exército para a ação. A ocupação, que durou dois anos, ao custo de R$ 600 milhões ao cofres da União, terminou com 27 militares feridos e um morto: o soldado Michel Augusto Mikami, 21, atingido por um tiro na cabeça em novembro de 2014. O caso, porém, não entrou nas estatísticas do Exército como "morte em guerra". Desde 1972, quando ocorreu a guerrilha do Araguaia, o Exército não perdia um combatente em confronto. Com a triste experiência, o Ministério da Defesa se recusou a ocupar novamente a Maré durante a Rio 2016. 
"São traficantes sanguinários, que gostam de torturar. Há relatos de surras em moradores que dificultam as denúncias", afirmou o delegado da 21º DP (Bonsucesso), Wellington Vieira. Em áudio, um policial descreve a outro como deve se portar ao trabalhar no local. "Você tem que pedir permissão a um moto-taxista. Ele vai lá dentro dizer que você vai entrar. Em um beco, o traficante vai te 'palmear' e permitir sua entrada", diz a gravação.
Segundo um oficial da PM, moradores são revistados. "Carros têm que piscar e os porta-malas são abertos. Se o Exército não resolveu, os poucos policiais lá não têm condição nenhuma de agir." 



Convocações para Polícia Civil sem previsão


Um grupo de 96 papiloscopistas está ansioso para saber se haverá ou não uma convocação publicada pelo governo do estado no Diário Oficial. Os policiais do Rio concluíram, há poucos dias, um treinamento intenso, de mais de seis meses, na Academia de Polícia Civil (Acadepol). No início de julho, o governo havia prometido chamar mais de 80 profissionais, mas isso, até agora, não aconteceu. 
— A polícia técnica passa por uma enorme carência de efetivo e precisa urgentemente desses 96 papiloscopistas para atender à demanda de identificação criminal da Polícia Civil. O último concurso 
para o cargo foi feito há mais de dez anos, e o governo sinalizou que daria posse imediata — disse Fábio Neira, presidente da Coligação dos Policiais Civis (Colpol). 
Para saber o motivo da demora, ainda mais após a promessa da convocação, a coluna procurou a Secretaria de Segurança Pública. A pasta repassou a demanda para a Casa Civil que, por sua vez, informou já ter dado o aval para a convocação. Esta, porém, não explicou o motivo de isso não ter acontecido ainda. A Polícia Civil confirmou que a posse dos papiloscopistas será um ato contínuo à convocação.

ZONAS PROIBIDAS NA CIDADE, RISCO DE MORTE.

Não DOBRE À DIREITA, RISCO DE MORTE. Estado assume fracasso na Segurança Pública

Rio de JANEIRO assume que existem ZONAS PROIBIDAS NA CIDADE – Não DOBRE À DIREITA, RISCO DE MORTE.  


Nas ZONAS PROIBIDAS do Rio de Janeiro há muitas armas e a população é mantida acuada e forçada a colaborar com o tráfico, que permanece atento 24 horas por dia, faz as leis e acaba envolvendo toda a juventude.
Grande parte dos jovens de alguma forma tem ligações com o tráfico de drogas, seja como usuários, traficantes de menor status nas quadrilhas ou pelo menos possuem amigos ou parentes envolvidos com o tráfico, o que os faz com que todos convivam quotidianamente com pessoas portando armas e drogas.
Depois que uma guarnição da Força Nacional foi fuzilada ao entrar por engano na Favela Vila do João a informação de que o RIO tem zonas proibidas rodou o mundo.
Em Niterói e outros locais do Rio de Janeiro já se tornou bastante comum pessoas sequestradas e assassinadas por errar o caminho.





As autoridades cariocas mantém uma espécie de PACTO extra-oficial com os “donos” das comunidades. Enquanto estes permanecem dentro de seus domínios, “apenas” fornecendo drogas para os usuários locais e que chegam em carros de luxo para adquirir drogas que saciarão seus malditos vícios, nada ou muito pouco é feito contra eles. É permitido que mantenham consigo seu armamento com alto poder de destruição e que exerçam seu poder de vida e morte sobre os moradores das favelas cariocas, carinhosamente rebatizadas de comunidades.
Sugestões para que se “oficialize” a existência dessas ZONAS SEM LEI colocando placas de advertência são rechaçadas pelo governo. Para os governantes isso “pegaria mal” pois acabaria fazendo o mundo saber que no Rio de Janeiro a criminalidade venceu a batalha do BEM contra o MAL.
A segurança pública sofre uma desorganização completa. São três categorias profissionais realizando serviços semelhantes, mas recebendo remuneração completamente diferente. Policiais Militares do estado, Militares das Forças Armadas e Força Nacional, os últimos recebendo cerca de 10 vezes mais que os militares das Forças Armadas.
Ao colocar essa semana uma guarnição do Exército na “portaria” da Comunidade Vila do João para evitar que turistas entrem por engano, o ESTADO assume que dentro da FAVELA existe criminosos, drogas e armas ilegais.
Ao descumprir a lei, se negando a entrar na “comunidade” para apreender o material ilícito e prender os criminosos, o Governo assume a existência de zonas proibidas no país.

sábado, 13 de agosto de 2016

RIO 2016: VIOLÊNCIA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA

Subiu para 265 o número de Policiais baleados desde o início do ano no Estado. Na Rodovia Washington Luís, o agente da Polícia Rodoviária Federal, Deon Rezende, foi atingido por quatro tiros próximo ao acesso a Avenida Brasil. Ele está internado em estado grave. 
Também na Avenida Brasil, um Policial Militar foi atacado por bandidos enquanto passava de carro na via. O veículo foi atingido por cerca de 20 disparos mas o Militar não se feriu.
Na Tijuca, o Policial Civil Rubens Souza Bretas, foi ferido no peito e braço em uma tentativa de assalto. Após passar por cirurgia, o estado de saúde dele é estável.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MORRE PM/RR QUE FAZIA PARTE DA FORÇA NACIONAL

Hélio Vieira Andrade, da PM de Roraima, morreu nesta quinta-feira (11), após ser baleado na cabeça durante na Vila do João


Atingido por um tiro que atravessou sua cabeça na comunidade Vila do João, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o soldado da Força Nacional Hélio Vieira Andrade morreu na noite desta quinta-feira (11) no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, onde estava internado desde quarta. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, emitiu um comunicado em sua página no Facebook confirmando o óbito. “Quero expressar meus sentimentos aos familiares do soldado Hélio Vieira, que sofreu um ataque covarde e, infelizmente, morreu hoje em decorrência dos ferimentos. Soldado Vieira é um verdadeiro herói do nosso País.

Nosso Presidente da República, Michel Temer, decretará luto oficial pela morte de nosso herói. Honra e Dignidade aos nossos policiais”. Hélio foi baleado quando entrou por engano, por conta de um aplicativo, junto com sua equipe, na comunidade. O disparo atingiu Hélio e os estilhaços de vidro causados pelo disparo feriram seus dois colegas. Após o ataque, na manhã de quinta-feira, 166 policiais, de equipes do comando de Operações Especiais da Polícia Militar e policiais federais do Rio e de Brasília ocuparam a Vila do João. 



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Rio garante salários até " setembro "


Vejam a situação caótica dos estados. Nesta sexta-feira, 15/07, o governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP), paga os salários de junho. “Algo que deveria ser obrigação rotineira, mas que hoje é preciso ser ressaltado. O estado tem como pagar os salários até setembro. Ou seja, só há grana garantida para mais dois meses. Depois, nem Deus nem Francisco Dornelles sabem o que será, pois a fonte estará seca novamente”, escreve o jornalista Lauro Jardim ( http://migre.me/uCxfG)

*Após atrasar os salários dos servidores no mês passado e só fazer o pagamento graças a um socorro de R$ 2,9 bilhões da União, o estado pagou pelo menos metade do funcionalismo entre o segundo e terceiro dia útil deste mês. Segundo peemedebistas, o estado optou por pagar o pessoal da segurança, saúde e educação para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e evitar novos protestos na Olimpíada. Os que ficaram sem receber salários foram os inativos e pensionistas, o que fez a Fasp entrar na Justiça pedindo bloqueio das contas.

Estado paga salários com atraso de cinco dias úteis

RIO - Finalmente o drama do pagamento de julho dos servidores estaduais chegou nesta quarta-feira ao fim. Com cinco dias de atraso, o estado pagou os R$ 18 milhões que faltavam para garantir os salários de todo o funcionalismo. De acordo com a secretaria estadual de Fazenda, a entrada de receita do ICMS nos cofres permitiu que o governo quitasse a folha, num total de R$ 1,9 bilhão. Mas, nos bastidores, o que se diz é que o governo resolveu pagar para evitar um novo arresto em suas contas, o que desorganiza ainda mais as finanças fluminenses.

Na última segunda-feira, o Judiciário havia determinado o bloqueio de R$ 604,7 milhões do estado para garantir o pagamento dos servidores. Na terça-feira, foram bloqueados R$ 368 milhões, porque o total necessário não estava disponível no caixa. O arresto afetou verbas de operações de crédito, de convênios com o governo federal e até mesmo o dinheiro do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). O bloqueio foi feito para cumprir uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que estabeleceu que o pagamento do estado deve acontecer até o terceiro dia útil do mês. Por conta da crise, o estado alterou o calendário e queria quitar a folha no décimo dia útil.

Os sucessivos bloqueios nas contas têm irritado o Palácio Guanabara. Segundo pessoas próximas ao governador em exercício, Francisco Dornelles, o Rio articula um movimento com outros governadores que também adiaram a data de pagamento do funcionalismo. A estratégia seria tentar convencer Lewandowski a rever sua decisão, que é monocrática. Os governadores querem que o processo seja levado para apreciação dos ministros no plenário. Diversos estados vão enviar emissários para uma reunião no STF na próxima quarta-feira.


Soldados da Força Nacional são baleados no Rio de Janeiro


Agentes da Força Nacional foram baleados nesta quarta-feira (10) em uma comunidade localizada no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério da Justiça, eles entraram por engano na favela e foram recebidos a tiros por homens armados.

Um dos militares está internado em estado grave no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte. Os outros feridos foram encaminhados para o Hospital Sousa Aguiar, no Méier, e para o Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, ambos na zona norte.

O comandante da Força Nacional de Segurança, coronel Alexandre Aragon, encaminhou-se para o Hospital Salgado Filho para acompanhar a situação do agente gravemente ferido. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, também foi para o hospital.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídio da Capital está no local em diligência.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

BANDIDOS MATAM PM DURANTE ARRASTÃO EM BAR DE NOVA IGUAÇU


O policial militar aposentado Cássio Murilo Garcia foi morto a tiros, neste domingo, em um bar no bairro de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O PM, que era subtenente da reserva, estava no local quando um grupo de seis homens armados com pistolas praticaram um arrastão no estabelecimento, conforme o relato feito por uma testemunha aos policiais do 20º BPM (Mesquita), que foram chamados para registrar a ocorrência.

De acordo com a mesma testemunha, os bandidos levaram a chave do carro da vítima, mas não conseguiram dar a partida no veículo, que é automático. Eles então retornaram ao estabelecimento e ao perceberem que Cássio estava armado abriram fogo contra o policial.

Agentes do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Vila de Cava, no mesmo município, chegaram a prestar socorro ao oficial, mas ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. Os bandidos fugiram levando a arma do morto. O veículo da vítima foi deixado no local, segundo a polícia.

O subtenente estava inativo desde o final do ano passado. Entre os batalhões nos quais o policial atuou estava o de Mesquita.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COPOL: DÍVIDA DO RAS

Dívida do RAS
A Coligação dos Policiais Civis do Rio (Colpol) enviou telegramas aos ministros do governo federal informando que o governo estadual “não aplicou corretamente os R$2,9 bilhões doadas pela União para a Segurança”. No documento, cita o débito relativo a maio, junho e julho do Regime Adicional de Serviço (RAS).
Críticas ao atraso
Presidente da Colpol, Fábio Neira diz que a coligação quer que o estado cumpra com “o acerto de auxílio a fundo perdido que seria usado na Segurança”. “Verbas alimentares como a gratificação teriam de ter prioridade já que destinam-se à subsistência do policial e sua família e gera dificuldades financeiras”, diz Neira.
Sem perspectiva
Questionado, o governo estadual, por meio da Secretaria de Fazenda, não informou quando o montante devido de RAS será pago aos servidores. “A falta de perspectiva desse pagamento também sobrecarrega os policiais, que ainda têm que cumprir o RAS obrigatório nos Jogos. A indefinição é um absurdo”, reclama Neira.
RAS compulsório
Outro ponto levantado pela Colpol é o RAS compulsório, ou seja, a hora extra obrigatória. Os policiais já foram convocados a cumprir essas horas extras sem a possibilidade de que sejam voluntárias. A coligação já entrou na Justiça contra a medida, mas até o momento não houve apreciação do pedido.

Por que o Rio quebrou?

Estado deixou de arrecadar R$ 185 bilhões com ICMS, por conta de isenções a grandes empresas.

O Estado do Rio está quebrado. A afirmação não é nova. O próprio governador decretou calamidade pública. Mas o Rio não quebrou por algum desastre natural. Quebrou por práticas indefensáveis e inaceitáveis de seus governantes.

Cabral, Pezão e, agora, Dornelles culpam a queda do preço do petróleo, e a consequente diminuição das receitas dos royalties, pela situação. É meia verdade. E, como muitas meias verdades, esconde uma enorme mentira.

Vamos deixar de lado as denúncias das comissões que teriam sido recebidas por autoridades, encarecendo as obras públicas. Afinal, são feitas por empresários confessadamente corruptos que tentam diminuir as penas com “delações premiadas”. É preciso esperar pela manifestação final do Judiciário.

Para explicar a falência do estado, e sem acusar quem quer que seja de corrupção, vamos nos ater ao que está documentado: os favores a grandes empresas e a farra das isenções fiscais.

Antes de tratarmos das concessões mais volumosas, vale a pena fazer registros que são pitorescos. Dentre as empresas agraciadas com isenções fiscais, uma é a Termas Solarium. Outra, os cabeleireiros Werner. Uma terceira, as joalherias H. Stern. Fica a dúvida sobre os critérios para as isenções.

Outro fato inusitado: em dezembro de 2015, tomando uma decisão a que não estava obrigado, Pezão resolveu pagar a conta de luz da subsidiária da Odebrecht que opera os trens da SuperVia, no valor de R$ 38 milhões. A justificativa? As tarifas de energia subiram mais do que o previsto e, por isso, a margem de lucro da empresa foi menor do que o esperado. Ora, as tarifas subiram para todos os consumidores. Por que o presente de Natal para a Odebrecht?

Mas — é forçoso reconhecer — embora isso tudo seja grotesco, não foi o que quebrou o estado.

Vamos, então, ao cerne da questão, com números do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre 2005 e 2015, o governo arrecadou R$ 236 bilhões com o ICMS — a sua segunda fonte de receita, logo depois dos royalties do petróleo. Mas — pasmem! — deixou de arrecadar R$ 185 bilhões com o mesmo imposto, por conta de isenções a grandes empresas. É estarrecedor.

Para cada real que arrecadou de ICMS, o estado isentou R$ 0,78.

Mesmo em 2015, já em declarado estado de crise, com os salários de servidores em atraso, hospitais fechados e a Uerj inviabilizada, foram mais de R$ 36 bilhões em renúncia do ICMS. Esse valor é superior ao que foi arrecadado com o imposto (R$ 35 bilhões). Como isso se explica?

Até mesmo as empresas que estão na dívida ativa do estado, que hoje alcança R$ 66 bilhões, foram agraciadas com favores no ICMS. Das 11 maiores devedoras, seis receberam isenções, duas têm sedes fantasmas e três faliram. Sabendo-se disso, fica claro por que o estado está quebrado.

É preciso que a população tenha ciência desse quadro para que possa avaliar as gestões do PMDB. E para que possa cobrar, não só daquele partido, mas de outros — como PT e PCdoB — que lhe deram sustentação ao longo desse tempo.

Cid Benjamin é jornalista

Familiares de PMs mortos fizeram ato no Maracanã


Parentes de policiais mortos realizaram um protesto e caminharam em direção ao estádio do Maracanã. .
No meio do percurso, o grupo chegou a ser impedido de passar pela via principal por causa das interdições para a cerimônia de aberta da Olimpíada no estádio do Maracanã.
No ato, viúvas fizeram oração e soltaram balões brancos manchados de tinta vermelha, simbolizando o sangue das vítimas. Os balões carregava fotos dos PMs mortos. Quando chegaram no Maracanã, por volta das 11h, elas entregam flores e abraçam os PMs que estavam no entorno do estádio  para a festa de abertura da Olimpíada.
"Meu marido era um homem de bem, trabalhava muito pra dar p mínimo de dignidade pra família dele. A filha dele tem 7 anos e ninguém nunca procurou. E agora? O que que eu faço? Ele morreu trabalhando dentro da favela do Jacarezinho", disse Josiane Modesto, viúva há oito meses de um PM da UPP do Jacarezinho.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

REFORÇO NO POLICIAMENTO: Justiça manda secretaria de Segurança devolver PMs para a Baixada Fluminense


A Justiça estadual determinou que a secretaria de Segurança devolva imediatamente para o 20° BPM (Nova Iguaçu) cerca de 90 policiais e 19 viaturas transferidos para o município do Rio para reforçar o policiamento ostensivo da cidade durante os Jogos Olímpicos. A decisão, em caráter liminar, foi tomada pela juíza Mariana Moreira Tangeri Baptista, da 5ª Vara Cível de Nova Iguaçu. Ela aceitou os argumentos do promotor Carlos Reis, da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva. Se não acatar, o governo do estado sofrerá uma multa de R$ 1 milhão.

— Se o batalhão perder 90 policiais será um impacto muito grande para Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis, municípios cobertos pelo 20º BPM. Um batalhão que normalmente, com seu efetivo completo, já é deficitário — afirmou Carlos Reis.

Noventa policiais representam cerca de 15% de todo o efetivo do Batalhão da PM de Nova Iguaçu, que é de 600 homens. A própria juíza em sua sentença lembrou o aumento no número de homicídios e roubos na Baixada Fluminense.

“Levantamento recente do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro - ISP, aponta que sete das dez delegacias do Estado do Rio de Janeiro que mais registraram homicídios dolosos, pertencem a municípios da Baixada Fluminense. Destaca, ainda, que a delegacia da Posse (58ª DP), em Nova Iguaçu, lidera o ranking com 150 casos”, escreveu a juíza na decisão.

Para a juíza, “historicamente a Baixada Fluminense tem os mais altos índices de homicídio do Estado, sofrem com a migração de criminosos expulsos da cidade do Rio de Janeiro após a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e não receberam investimentos da principal política de segurança do Estado, responsável por esse ´efeito colateral´”. Segundo ela, das 38 UPPs instaladas desde 2008, somente a comunidade da Mangueirinha, em Caxias, tem polícia pacificadora fora da capital fluminense”.

O promotor explicou que há um grande temor de um aumento da violência na região durante os Jogos Olímpicos.

— Há realmente medo. A população teme que com o reforço da segurança na cidade do Rio, por conta do megaevento esportivo, a arraia miúda dos criminosos migrem para a Baixada — afirmou Carlos Reis.

BRASÍLIA: Polícia Civil abandona segurança das delegações de atletas das Olimpíadas

Policiais civis em assembleia em frente ao Palácio do Buriti, em Brasília, nesta quarta 

Policiais civis que faziam a segurança das delegações estrangeiras abandonaram seus postos às 8h desta quinta-feira (4/8). O Governo do Distrito Federal (GDF) tinha se antecipado à medida e articulado com a Polícia Militar para que eles assumissem as funções em caso de paralisação. A Civil havia decidido parar suas atividades por 48h na última quarta-feira (3/8). 

A categoria rejeitou a proposta de reajuste apresentada pelo governo, que previa 7% de aumento em 2017, 10% em 2018 e mais 10% a partir de 2019. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Rodrigo Franco, confirmou que os policiais cruzaram os braços e deixaram o trabalho pontualmente às 8h, quando haveria substituição de turno. A reportagem tentou contato com o diretor da Polícia Civil, Eric Seba, que não atendeu as ligações. 

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que a PM assumiu a segurança das delegações imediatamente, guarnecendo os hotéis que ficariam sem proteção. Por meio de nota, a pasta afirmou que a escolta das delegações olímpicas será feita por batedores da Polícia Militar. "Informamos que os policiais civis que faziam a segurança do hotel onde está hospedada a seleção olímpica brasileira foram substituídos por policiais militares, seguindo todos os procedimentos de atuação, já previstos no planejamento da operação", diz o texto.

Os policiais civis cobram a isonomia salarial com a Polícia Federal, que teve aumento de 37% aprovado. A categoria aprovou ainda a entrega dos cargos de chefia e decidiu fazer uma manifestação nesta quinta (4/8) no estádio Mané Garrincha, durante o jogo do Brasil.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Polícia militar reforça a segurança e PMs tem férias suspensas.


Justiça suspende decisão que proibia remanejamentos de PMs de Petrópolis para o Rio

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, suspendeu a decisão proferida pela 4ª Vara Cível de Petrópolis, de proibir o remanejamento de policiais militares lotados no batalhão do município, armamentos, munições e viaturas para a capital durante os Jogos Olímpicos. Cabe recurso da decisão nos tribunais superiores.
O pedido de suspensão foi formulado pelo Governo do Estado. Na justificativa, o autor afirma que os Jogos Olímpicos apresentam um plano de segurança complexo, que demanda a integração entre diversos entes federativos. Além disso, a transferência de 40 policiais militares (segundo os autos do processo) não representa 10% do total do efetivo do batalhão local.
“É possível inferir que a indevida interferência no planejamento e execução do esquema especial de segurança representará grave risco à segurança de todos os envolvidos nos eventos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e, em última medida, à segurança de toda a população do Estado do Rio de Janeiro e daqueles cidadãos oriundos de outras unidades da federação e de outros países que, no curto período, frequentarão os principais pontos da cidade do Rio de Janeiro”, relata o magistrado na decisão.

Máfia da saúde nos hospitais da PM do Rio. Policiais denunciam irregularidades


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

'PMs mortos são peças de reposição', diz mãe de policial assassinado

Lúcia da Silva Egídio, 47, perdeu o filho Alysson Leonardo Egídio Alves, assassinado com três tiros em outubro do ano passado, em Coelho da Rocha. Ele é um dos 63 PMs vítimas da violência este ano e estava de folga quando foi morto. Lúcia e mais de 30 mulheres fizeram, neste domingo, na orla de Ipanema, Zona Sul, uma homenagem aos militares. “Choro todos os dias por ele. O dia de sua morte foi o pior momento da minha vida. Os policiais mortos são peças de reposição. Morrem e no dia depois já tem um em seu lugar. Se não mudar as leis, a morte de policiais vão continuar aumentando, pois não há punição severa aos criminosos”, garantiu. 
Usando camisetas brancas com fotos dos parentes, mais de 30 mulheres do grupo ‘Mulheres Parceiras’ distribuíram cerca de 250 rosas brancas e bombons. O objetivo era chamar atenção da população para os crimes contra policiais.
“Isso aqui é mais que uma manifestação. É um gesto de carinho e respeito ao policial que está nas ruas trabalhando, além de uma homenagem aos policiais guerreiros que perderam suas vidas. Queremos valorizar o policial, o homem”!, contou a funcionária pública Rosane Blanco, de 45 anos, que há dois participa do grupo, composto por cerca de 90 membros.
Entre as participantes estava a supervisora de alimentos Cristina Custódio, 36, esposa do policial Neandro Santos, morto e que teve o corpo carbonizado por traficantes do Complexo do Chapadão, na Pavuna, na Zona Norte, em outubro do ano passado. Cristina estava grávida na época e hoje tem uma filha de três meses. “Ela não teve a chance de conhecer o pai e ele, de abraçar a filhinha. Ele não vai voltar mais, porém temos que homenagear todos e valorizar os que estão vivos”, lamentou.