sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COPOL: DÍVIDA DO RAS

Dívida do RAS
A Coligação dos Policiais Civis do Rio (Colpol) enviou telegramas aos ministros do governo federal informando que o governo estadual “não aplicou corretamente os R$2,9 bilhões doadas pela União para a Segurança”. No documento, cita o débito relativo a maio, junho e julho do Regime Adicional de Serviço (RAS).
Críticas ao atraso
Presidente da Colpol, Fábio Neira diz que a coligação quer que o estado cumpra com “o acerto de auxílio a fundo perdido que seria usado na Segurança”. “Verbas alimentares como a gratificação teriam de ter prioridade já que destinam-se à subsistência do policial e sua família e gera dificuldades financeiras”, diz Neira.
Sem perspectiva
Questionado, o governo estadual, por meio da Secretaria de Fazenda, não informou quando o montante devido de RAS será pago aos servidores. “A falta de perspectiva desse pagamento também sobrecarrega os policiais, que ainda têm que cumprir o RAS obrigatório nos Jogos. A indefinição é um absurdo”, reclama Neira.
RAS compulsório
Outro ponto levantado pela Colpol é o RAS compulsório, ou seja, a hora extra obrigatória. Os policiais já foram convocados a cumprir essas horas extras sem a possibilidade de que sejam voluntárias. A coligação já entrou na Justiça contra a medida, mas até o momento não houve apreciação do pedido.

2 comentários:

  1. Por que o Rio quebrou?

    Estado deixou de arrecadar R$ 185 bilhões com ICMS, por conta de isenções a grandes empresas.

    O Estado do Rio está quebrado. A afirmação não é nova. O próprio governador decretou calamidade pública. Mas o Rio não quebrou por algum desastre natural. Quebrou por práticas indefensáveis e inaceitáveis de seus governantes.

    Cabral, Pezão e, agora, Dornelles culpam a queda do preço do petróleo, e a consequente diminuição das receitas dos royalties, pela situação. É meia verdade. E, como muitas meias verdades, esconde uma enorme mentira.

    Vamos deixar de lado as denúncias das comissões que teriam sido recebidas por autoridades, encarecendo as obras públicas. Afinal, são feitas por empresários confessadamente corruptos que tentam diminuir as penas com “delações premiadas”. É preciso esperar pela manifestação final do Judiciário.

    Para explicar a falência do estado, e sem acusar quem quer que seja de corrupção, vamos nos ater ao que está documentado: os favores a grandes empresas e a farra das isenções fiscais.

    Antes de tratarmos das concessões mais volumosas, vale a pena fazer registros que são pitorescos. Dentre as empresas agraciadas com isenções fiscais, uma é a Termas Solarium. Outra, os cabeleireiros Werner. Uma terceira, as joalherias H. Stern. Fica a dúvida sobre os critérios para as isenções.

    Outro fato inusitado: em dezembro de 2015, tomando uma decisão a que não estava obrigado, Pezão resolveu pagar a conta de luz da subsidiária da Odebrecht que opera os trens da SuperVia, no valor de R$ 38 milhões. A justificativa? As tarifas de energia subiram mais do que o previsto e, por isso, a margem de lucro da empresa foi menor do que o esperado. Ora, as tarifas subiram para todos os consumidores. Por que o presente de Natal para a Odebrecht?

    Mas — é forçoso reconhecer — embora isso tudo seja grotesco, não foi o que quebrou o estado.

    Vamos, então, ao cerne da questão, com números do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre 2005 e 2015, o governo arrecadou R$ 236 bilhões com o ICMS — a sua segunda fonte de receita, logo depois dos royalties do petróleo. Mas — pasmem! — deixou de arrecadar R$ 185 bilhões com o mesmo imposto, por conta de isenções a grandes empresas. É estarrecedor.

    Para cada real que arrecadou de ICMS, o estado isentou R$ 0,78.

    Mesmo em 2015, já em declarado estado de crise, com os salários de servidores em atraso, hospitais fechados e a Uerj inviabilizada, foram mais de R$ 36 bilhões em renúncia do ICMS. Esse valor é superior ao que foi arrecadado com o imposto (R$ 35 bilhões). Como isso se explica?

    Até mesmo as empresas que estão na dívida ativa do estado, que hoje alcança R$ 66 bilhões, foram agraciadas com favores no ICMS. Das 11 maiores devedoras, seis receberam isenções, duas têm sedes fantasmas e três faliram. Sabendo-se disso, fica claro por que o estado está quebrado.

    É preciso que a população tenha ciência desse quadro para que possa avaliar as gestões do PMDB. E para que possa cobrar, não só daquele partido, mas de outros — como PT e PCdoB — que lhe deram sustentação ao longo desse tempo.

    Cid Benjamin é jornalista

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  2. Coronel da PMSC pediu exoneração do cargo na Força Nacional por sua honestidade e caráter.

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