terça-feira, 8 de novembro de 2016

Comandante-geral diz que PMs do RJ podem participar de protestos


Se depender do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias Ferreira, o direito de policiais militares se manifestarem como cidadãos está garantido. Diante da crise financeira que assola o estado, e com o anúncio de pacote de medidas do governo que afeta diretamente o funcionalismo público, um protesto em que, a princípio, participariam PMs, está marcado para esta terça-feira (8).
Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7), no quartel general da corporação, no Centro da cidade, Wolney minimizou efeitos da crise nos salários dos militares e disse que as mudanças em batalhões – que tradicionalmente ocorrem – serão gradativas. O oficial também assegurou que o processo de pacificação de comunidades não irá retroagir.
"Aqui não temos mercenários. Ninguém vem pra cá para se tornar rico. Salário é uma questão motivacional, mas não é a única. O PM se motiva por servir bem à população, a quem jurou defender. Eu conto com os heróis anônimos que estão sangrando diariamente."
Wolney se referiu aos sucessivos atrasos e parcelamento dos salários dos servidores, inclusive da Segurança Pública.
"Precisamos fazer o que é melhor para a sociedade. Não vamos ficar aqui um ano fazendo mudanças. Nosso time só tem uma camisa, o da camisa azul. O processo de pacificação não irá retroagir. Faremos mudanças que visem trazer benefícios."
Apesar de já terem ocorrido trocas trocas de comando em alguns batalhões, outras mudanças devem vir, adiantou o coronel. Na dança das cadeiras da corporação, uma das trocas mais recentes ocorreu na Coordenadoria de Polícia Pacificadora e no 1º Comando de Policiamento de Área. No primeiro, foi nomeado o coronel André Luiz Belloni e o 1ª CPA foi assumido pelo também coronel André Silva de Mendonça.
PMs temem retaliação
Nos bastidores, policiais especulavam se tinha sido determinado pelo comando-geral que acautelasse os militares dentro dos quartéis, o que foi descartado por Wolney.
Os comandos de alguns batalhões chegaram a marcar reuniões no mesmo horário que ocorrerá o protesto, mas desmarcaram. Outros, surpreendentemente, desmarcaram reuniões comunitárias para que o máximos de PMs de folga vá ao protesto.
Como consta no estatuto da corporação, os policiais podem participar de manifestações desde que estejam de folga e não estejam fardados ou armados.

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